DEUS É O CRIADOR DO MAL?

article-2291846-189235BE000005DC-882_634x431Participo de um grupo de estudos teológicos no facebook, e saiu essa pergunta. O mal não é uma questão somente das religiões monoteístas, mas a filosofia, ateísmo, teodicéia, panteísmo, etc, discutem-na, pois, independente de qual posicionamento a pessoa irá tomar, todos sabemos que o mal existe, e existe mais que gostaríamos de admitir.

Publico isto, não para falar sobre algo que se discute a milênios sem chegar a uma conclusão, mas pensando em pessoas que estão sofrendo muito, por exemplo, um amigo perdeu seu filho de 4 anos em decorrência de complicações numa cirurgia no coração, ou, algumas famílias de minha cidade que perderam filhos em tragédias e/ou em decorrências de problemas de saúde e congênitos.

A algumas semanas fui convidado a fazer uma oração pública no velório de um rapaz de 33 anos, fomos vizinhos muitos anos, faleceu num acidente automobilístico onde o condutor do outro veículo provocou o acidente e estava embriagado. Nesses momentos, as discussões teológicas científicas e filosóficas ficam em segundo plano, o que importa é o que você vai dizer diante de uma família que está desesperada diante de um caixão, sem saber o que fazer da vida que devem continuar vivendo.

Dizem que nesses momentos não se deve dizer nada, concordo, nada temos para falar que resolva, por outro lado, discordo, pois, nessas horas, tudo que queremos é alguém que nos diga algo que traga esperança ao mesmo tempo que seja verdadeiro. Costumo dizer que as maiores experiências que tive com Deus foram no meu cérebro e no relacionamento com pessoas, esse dia foi desses. Marcou profundamente minha vida, quando: o pai do rapaz se aproximou, olhou e me deu um longo e triste abraço. O mal existe, é verdade, mas temos que lidar com ele. Como?

Nos links abaixo sugiro 3 podcasts (programas de audio), onde os participantes discutem essa questão, tendo como fundamento o cristianismo histórico, não espere conclusão sobre o tema nem respostas prontas, mas algo que traga esperança é possível:

O problema do mal (irmaos.com) à partir do minuto 5:50
A questão do sofrimento (irmaos.com) à partir do minuto 11:45
O problema do mal (reforma21) à partir do minuto 12:45

© Lucianno Di Mendonça
www.plurais.net

Anúncios

SUBVERSÃO WEB-SOCIAL

1404444716funny_dog_eyeglasses_studying_book_practice_ComputerDesktopWallpapersCollection831_054

A ênfase de Plurais não é likes. As publicações não são diárias, em sua maioria, são textos mais longos, indicações de videos e livros, entendendo que o desenvolvimento de uma história, ideia, argumento, não se faz através de uma frase de efeito. Isso não significa que, não publicamos textos curtos ou frases, porém, conhecendo seu contexto, com condições de estender o diálogo. Da mesma forma, tudo que se diz num artigo, livro ou biblioteca não diz tudo o que se pode dizer sobre a questão, evidentemente.
Não pretendemos ser a última palavra em nada, mas uma palavra como qualquer outra, instigamos nossos leitores que procedam da mesma forma, independente de sua cosmovisão. Estamos na contra-mão da “anti-cultura” de redes sociais no Brasil, que preza pela superficialidade e o que chamo de “síndrome da fama”, onde, amigos massageiam nossos egos, pelo baixo preço de curtir o que postamos, pelo alto preço de retribuirmos as curtidas.
Gosto de redes sociais, há pessoas e fanpages que sigo, aprendo e admiro muito, assim como, distraio, dou risada, etc, gosto tanto que, dispenso uma parte de meu tempo e trabalho com isso, porém, a procura de uma palavra melhor e não encontrando, tenho “preguiça” de muito coisa que vejo na net e não tem como “desver”, concluo que, a minha e sua experiência com redes sociais são similares nesse ponto, mas isso diz respeito as massas e as relações de poder que se estabeleceram, meu convite é para que sejamos a subversão, ainda que web-socialmente.

© Lucianno Di Mendonça
www.plurais.net

MICKEY RECOMENDA: A MORTE DA RAZÃO

10009795_1019165738099554_1440916888945754255_n

Não faz muito tempo, a razão – nossa capacidade de pensar, avaliar – era a base para a busca da verdade. Não é mais. Hoje, o que vale é “o que você está sentindo no coração”. É assim na música, na TV, no cinema, enfim, no mundo das artes, e também na igreja.
Estamos no século 21 e as pessoas continuam correndo atrás de experiências. Abrem mão de pensar. Mesmo os cristãos apresentam um evangelho com pouco ou nenhum significado, cheio de símbolos e emoções, que, cada vez mais, resulta na “morte” da razão.
Livro: A morte da razão
Autor: Francis Schaeffer
Editora: Ultimato