NOTA DE ESCLARECIMENTO AO GRUPO LAÇOS TEOLÓGICOS

laços

Olá turma. Desde que estou na caminhada com nosso Senhor, observo que no meio cristão há uma deficiência muito grande de estudo, teologia sólida, reformada, e sobretudo cristocêntrica. Fico triste quando um cristão publica uma mensagem de auto ajuda religiosa ou teologia da prosperidade, confundindo isso com evangelização ou conteúdo bíblico, sendo que ele tem uma Bíblia em casa e não faz uso. Antes, a vergonha alheia ficava somente entre os amigos e familiares, agora, toda a sociedade está vendo isso nas redes sociais e na política. Sei que não é uma percepção minha apenas, muitos aqui tem uma opinião semelhante neste aspecto.

Esta página foi criada na intenção de: juntos, crescermos no conhecimento teológico, ou seja, um grupo de estudos. Em conversas com cristãos no dia-a-dia ouço muitos dizerem que não conseguem ter prazer em ler e estudar, e algumas pessoas que se organizam com esse propósito seria um estímulo para todos, e da mesma forma, cada um contribuir em sua comunidade, ambiente familiar, faculdade, trabalho, escola, etc.

Por falta de observar o uso da razão na espiritualidade é que muitos crentes estão disparando gatilhos psicossomáticos de neuroses, obsessões e até psicopatias, afinal, “deus” fala com ela e seu pastor sem o uso da Bíblia e sem o entendimento de doutrinas fundamentais das escrituras. Para testificar isso, visite um hospício, pergunte a religião das pessoas e como elas entendem a espiritualidade, é claro que não estou generalizando, mas é como um de meus professores no seminário, Rafael Bispo, dizia: “tem muito doido que não está internado, e a religião evangélica tem produzido muitos”.

Lembro-me do que disse o príncipe dos pregadores, Charles Spurgeon: “É estranho que homens digam tanto do que o Espírito Santo lhes revelou, mas pensem e falem tão pouco daquilo que o Espírito Santo revelou a outros”, essa frase é dita evocando o princípio hermenêutico de ouvir o que teólogos, estudiosos e cristãos disseram ao longo da história do cristianismo. Por isso, a dinâmica de um grupo de estudos é um pouco diferente, todos os envolvidos têm que ler os livros propostos e discutir o que se estudou.

A questão é que a proposta fundante do grupo de estudos não pegou. Entendo que, nossa cultura brasileira, estudar em grupo é também tocar as pessoas, abraçar, sentar ao lado, olhar em seus olhos, comer um pedaço de pão, tomar um café, discutindo e rindo num mesmo espaço físico, é o que chamamos de: “ir na escola”. Evidentemente, alguns já tem o hábito de estudar, estes podem dizer o quanto este método é eficaz; outros tem muitas atividades, e por enquanto, não podem fazer um compromisso dessa natureza; e outros já tem outras listas (gigantes) de leituras.

É inegável que tivemos grandes momentos, participações excelentes, quer seja tirando dúvidas, discutindo ou ensinando. Foram perguntas relevantes, comentários pertinentes, opiniões equilibradas e com muito conhecimento, houve também brigas, mal entendidos, desistências, perdão e reconciliação.

Aprendi e pensei muito sobre o que foi discutido aqui. Por exemplo, na descrição da página está como “reformada/calvinista”, hoje, se fosse continuar, alteraria para “reformada” somente, não que eu tenha deixado o calvinismo, pelo contrário, na minha opinião é a linha teológica que mais faz sentido, mas, aprendi também que, a Bíblia vai além disso, e nossa mente não terá as respostas de tudo que gostaríamos.

Alguns de vocês me conhecem, e sabem que gosto de escrever, eu poderia publicar textos que continuo produzindo, mas esse não é o objetivo do grupo. Poderia ainda colocar imagens legais, frases de efeito de teólogos e pastores; tocar em assuntos polêmicos para gerar discussões e curtidas; colocar vídeos motivacionais ou trechos de 3 minutos de pregações; vídeos engraçados; e estimulando todos a fazerem o mesmo, mas isso já tem muito na net/face e não é o propósito do grupo. Não sou contra estas coisas, mas se não houver estudo criterioso e pensamento crítico, pouco ou nenhum será o efeito.

Eu disse “pensamento crítico” e não “opinião crítica”, são duas coisas absolutamente diferentes, chego a dizer que são antagônicas. Algumas pessoas me CRITICAM dizendo que sou (muito) crítico, mas quanto a isso, temos que analisar duas coisas: que tipo de crítica estamos falando, e, qual é a centralidade que as pessoas estão dando a mensagem da cruz. Com tudo que vemos acontecer e tudo o que estão “pregando”, na minha maneira de pensar: um cristão que não é “crítico” não pode ser ortodoxo. E se a ortodoxia está ficando à margem atualmente, não vou compactuar com isso. O “Cristo, e o Cristo crucificado” ainda é o centro da mensagem da Bíblia, dos apóstolos, e da Igreja ao longo dos séculos.

Enfim, estou publicando isto para agradecer o carinho de vocês, e para que saibam e esteja registrado o motivo deste grupo estar inativo, salvo, algumas publicações de alguns irmãos.

Manterei o grupo aberto por um período indeterminado, pelo motivo de dar liberdade, caso alguém queira, consultar textos e publicações antigas, e os novos participantes ficarem cientes do que se passa, ou, passou. E, se futuramente Deus nos levar a envolver num grupo de estudos, o Laços Teológicos poderá voltar.

Valeu meus amigos (as). Os laços de amizade permanecem, como sempre foi, contem comigo na caminhada. Na esperança da volta de Cristo, enquanto isto, sigamos em amor.

Deus abençoe a todos.

Perscrutantemente,
Lucianno Di Mendonca ©
http://www.plurais.net

[Esta foi uma mensagem ao grupo Laços Teológicos do facebook]

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