METAFÍSICA DO PAPEL HIGIÊNICO

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Levo na mochila
Um rolo de papel higiênico
Não é porque tenho dor de barriga
É que sofro de noite mal dormida
E palavra mal parida
Guardo no peito um bilhete só de ida:
O pesar da partida
E na falta de caderno
Ausência de bateria
Carrego o rolo pergaminho
Para escrever enquanto caminho
Seja no papel rasgado
Amassado ou reciclado
Despejar difteria de poesia
Você que não sabia
Porque o papel higiênico
É picotado e fácil de ser rasgado
A partir de hoje não está enganado
Se o poeta está no campo
Escola, bar, trabalho
Ou trancado no quarto
Responde a quem dizia:
“Pra que serve poesia?”
Não é economia
Teoria de Tudo ou filosofia
É apenas a forma mais insignificante
Pra dizer ao velho, adulto ou infante
Como através da palavra
Subsiste, vai para trás e adiante.

Perscrustantemente,
Lucianno Di Mendonça ©
http://www.plurais.net
www.facebook.com.br/plurais.net

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